ENCONTRO COM VOCÊ MESMO

ENCONTRO COM VOCÊ MESMO

Por Renato Negrão 05/08/2016 - 19:15 hs

Existem muitos erros que podemos cometer, mas um deles em especial é crítico: querer ser o que não somos.

Essa ânsia de querer ser o que não é predomina entre nós desde há milhares de anos como fruto de muitas distorções entre as neuroses, psicoses e complexos de inferioridade que sempre assolaram a humanidade. Para ter uma prova disso basta perguntar a um entrevistador de empregos qual é a maior falha de quem procura um emprego, e certamente a resposta que ele lhe dará é o candidato não ser ele mesmo. “Em lugar de abrir o coração com toda a franqueza, procuram frequentemente dar as respostas que acham que o entrevistador quer ouvir”, é o que diz a maioria dos entrevistadores.

E esse mesmo princípio se aplica ao mundo dos negócios, da família também, dos amigos...

Os homens que jamais encontraram a si mesmos desenvolvem no máximo dez por cento de suas próprias capacidades, se comparados ao que poderiam ser por eles mesmos. O que se percebe com estudos como este é que a criatura humana está vivendo muito aquém de suas potencialidades, possuindo vários poderes que frequentemente deixa de usar.

Então porque desperdiçarmos tanto tempo com preocupações, se não formos como outras pessoas?

A genética nos mostra que somos o que somos devido a vinte e quatro cromossomos fornecidos pelo nosso pai e vinte e quatro cromossomos fornecidos pela nossa mãe. Esses quarenta e oito cromossomos, portanto, compreendem tudo o que determina a nossa herança genética.

Em cada um desses cromossomos pode haver, provenientes de alguma parte, desde dezenas a centenas de genes. Sendo que um único gene, em alguns casos, pode modificar a vida de um indivíduo, segundo o Dr. Amram Scheinfeld.

Isso significa que, mesmo depois que seu pai e sua mãe se conheceram e casaram, havia uma probabilidade, contra 300.000 bilhões, de que a pessoa que é você, especificamente, nascesse. Em outras palavras, se você tivesse 300.000 bilhões de irmãos e irmãs, nenhum deles seria como você é. Perceba que isso não é suposição, mas estudo científico.

Quando Charles Chaplin começou a fazer filmes, o diretor insistia para que ele imitasse um comediante alemão que era sucesso na época. Chaplin não conseguiu nada enquanto não representou à sua maneira. Aliás, ele mesmo confessou que, a primeira vez que olhou a bengala e o chapéu se deu conta de que era aquilo que faltava para compor o seu personagem, à sua maneira. De resto, o fruto dessa decisão nós todos conhecemos.

Como seria ser um pouco mais de você mesmo de hoje em diante? A resposta que o tempo lhe dará poderá surpreender até a você mesmo.

Um forte abraço, e até a próxima semana.

 

* O autor é: advogado, practitioner em PNL, palestrante, consultor de Desenvolvimento Pessoal. Contatos: rncursino@hotmail.com / (11) 99880-0305.