OBRIGADO PAI, OBRIGADO FILHO

OBRIGADO PAI, OBRIGADO FILHO

OBRIGADO PAI, OBRIGADO FILHO

Por Renato Negrão 15/08/2016 - 18:17 hs

Ser filho e ser pai. Duas posições distintas na relação familiar, com as quais podemos ensinar, e sobretudo, aprender muito também.

Eu diria que ambas exigem uma boa dose de compreensão e dedicação, pois o aprendizado tem mais proveito para quem tem o empenho de querer aprender e se tornar uma pessoa melhor. Apesar de ser uma frase comum e de entendimento vasto, querer aprender e se tornar uma pessoa melhor parece ser privilégio das pessoas especiais, aquelas que gostamos de ter em nossa companhia, porque ser assim é mais ou menos como andar numa corda bamba: É simples, mas não é fácil de fazer. Eu diria até que é o tipo de pensamento mais lógico o querer aprender para se tornar uma pessoa melhor, e muitos se esforçam mesmo, e como indivíduos que somos, cada qual alcança segundo a sua capacidade.

Para quem já passou pelas duas condições, ou encontra-se em uma delas, a de filho ou de pai, tem a oportunidade de perceber como são de grande valia os aprendizados que essa relação proporciona. Ser filho é ter um protetor, um herói e como a sorte de muitos, um amigo. Mas também é ter um superior, uma voz de comando, uma pessoa de autoridade com a qual discordamos inúmeras vezes das opiniões, do alto da sabedoria dos nossos treze anos de idade. É ter alguém que por vezes ordena o que nos parece absolutamente sem sentido e descabido, mas não há caminho outro senão obedecer, fazer cumprir o ditado de que manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Mas também é ter alguém que como um grande mestre, e também motivo de muito orgulho, parece ter uma resposta para tudo, seja qual for a pergunta. Uma fortaleza que está lá para você, e sempre será seu esteio, seu apoio, a rocha que serve de alicerce nos momentos mais difíceis, e a que mais vibra com nossas conquistas, nos enchendo de orgulho e para quem queremos mostrar o nosso melhor.

Ser pai é um privilégio e um imenso desafio.

A responsabilidade de ser um modelo de conduta traz consigo seus ônus e suas recompensas. Norteado por um profundo e intenso sentimento misto de amor e soberania, acompanhado da necessidade de prover e mostrar-se presente, mesmo em momentos que não é possível estar. Impor limites não é fácil, até porque nem sempre é fácil compreender qual deve ser a sua extensão. Mas aprender faz parte da paternidade também, e tal qual acontece com o sentimento filial, aprender com quem está sob a nossa responsabilidade nem sempre é tarefa simples, mas por vezes é como uma forte fonte de luz a clarear o nosso olhar.

Difícil traduzir em palavras qual posição nos engrandece mais. Cada qual com a sua grandeza, suas peculiaridades, com seu brilho, sua intensidade, suas emoções, responsabilidades, deveres e prazeres.

Como a perfeição desse universo de criação divina, temos o momento adequado para cada vivência, e como não temos o controle de quanto tempo nos é permitido desfrutar de tão nobre experiência de vida, o melhor é aproveitar cada instante com toda sua intensidade e grandeza. Acertar iremos muito, mas nem sempre, e o erro nada mais é do que aprendizado. Então, independentemente de qual posição esteja ocupando hoje, agradeça a cada dia e desfrute-a com sabedoria e muito amor, porque somos os escolhidos para vivenciar esses momentos oferecidos como nossa maior dádiva.

Um forte abraço e até a próxima semana.

O autor é: advogado, practitioner em PNL, palestrante, consultor de Desenvolvimento Pessoal. Contatos: rncursino@hotmail.com / (11) 99880-0305.