NOVOS PASSOS

NOVOS PASSOS

Por Renato Negrão 27/10/2016 - 22:00 hs

Existem várias técnicas a serem exploradas por quem procura superar sentimentos indesejáveis ou apenas melhorar comportamentos. Uma dessas formas é por meio da Gestalt terapia, na qual é possível identificar padrões de comportamentos limitantes.

Um desses limitadores de resultados que é bastante presente em Gestalt é a falta de se vivenciar as dificuldades, ou situações que são desagradáveis.

Para muita gente é bastante difícil se deparar com uma situação que elicie, que traga à tona um estado negativo, que cause incômodo, e então vivenciá-la plenamente. Realmente não é fácil, e nessas horas o mais comum, até mesmo por uma questão de defesa natural, é se afastar, ou tentar manter obscuro na mente, o fato desconfortável. Assim suavemente a sensação parece se desvanecer e a vida continua dentro da normalidade.

Embora mais confortável, esse processo de apenas se afastar do problema não é tão eficaz assim. Sempre que uma pessoa se depara com um comportamento limitante, ou que lhe seja desagradável, e adota esse comportamento de tentar ‘mascarar seu defeito’, o que acontece é um efeito contrário.

Em vez dele se desvanecer, fica acobertado pelo véu invisível da distância, mas está lá, vivo. Quando isso acontece a única coisa que se está fazendo é mantê-lo adormecido, e que poderá voltar em outra ocasião com mais força ainda, e causar uma situação bem indesejável.

Mascarando-o, acobertando-o, só se está fazendo com que se juntem vários fatos da mesma natureza, de forma a engrandecer cada vez mais o problema, e aí quando ele aparece, vem trazendo toda a carga acumulada, num verdadeiro BUM!

Vou lhe dar um exemplo prático. Com certeza é um comportamento que você conhece, pois para ser sincero, são raríssimas as pessoas que eu tenho observado que não mantêm esse padrão. Para falar a verdade, quase nenhuma.

Já aconteceu de você contar um caso, um acontecimento a alguém utilizando o padrão “a gente”? Por exemplo: “a gente” é um pouco mesquinho nessa vida, ou, “a gente” nunca tem coragem numa hora dessas, ou então, “a gente” sempre fala assim mesmo, etc.

Toda vez que você utiliza esse padrão “a gente”, você está dividindo as responsabilidades relacionadas com aqueles comportamentos com o resto do planeta, pois se todo mundo faz assim, você está se colocando numa posição como a de quem também faz, quer dizer “nós” fazemos assim, mesmo que não seja o seu caso.

Muitas pessoas usam essa forma de se expressar também para mascarar os comportamentos indesejáveis, como sendo uma coisa normal para todo mundo fazer, e portanto as autorizam a fazer também.

Se ao contrário disso, você utilizar a primeira pessoa do singular “eu”, vai começar a pensar duas vezes antes de afirmar esses padrões indesejáveis na sua vida. É como se isso batesse de frente com você, e então diria: Ôpa, eu estou fazendo isso e não é legal. Então forçosamente você vai evitar falar por exemplo: “Eu” sou mesquinho; “Eu” sou isso ou aquilo, etc. E quando se deparar com essas suas fraquezas vai começar a pensar um pouco mais sobre elas e decidir a não ser mais cativo desses sentimentos e comportamentos indesejáveis, vai começar a mudar seu pensamento e atitudes.

Então enfrente suas fraquezas, tente superá-las, corrigi-las e estará adotando um comportamento que é mais eficaz.

Experimente e você vai começar a gostar disso.

Um forte abraço e até a próxima semana.

 

 

* O autor é: advogado, practitioner em PNL, palestrante, consultor de Desenvolvimento Pessoal. Contatos: rncursino@hotmail.com / (11) 99880-0305.