A satisfação com o casamento depende de ações mútuas

A satisfação com o casamento depende de ações mútuas

Por Dra. Regiane Glashan 04/11/2016 - 21:59 hs

Dra. Regiane Glashan*

Quem não quer ter um casamento feliz e saudável?!

Quem não quer uma relação pautada na parceria e na reciprocidade?!

Quem não quer desfrutar de uma conjugalidade leve e plena?!

Acho que todo mundo sonha com uma relação afetiva empática e duradoura. Para tanto, alguns requisitos são necessários para que o casal desfrute da harmonia desejada.

As pessoas precisam lembrar que elas não casam com seu clone. Não podemos forçar nosso parceiro a pensar e a agir igual a nós. Cada um tem sua forma de ser, enxergar o mundo e se movimentar dentro dele.

Ser diferente do parceiro, em alguns aspectos, instiga a curiosidade, ajuda complementar diferenças, e, estimula o diálogo.

Alguns casais comentam que não sobra tempo para o amor, para o corpo junto ao corpo do outro. Entretanto, poucos casais abrem mão da TV no quarto. Televisão no quarto pode inibir a intimidade e frear atitudes íntimas e a conversa ao pé do lençol. Vale a pena refletir sobre isso.

Resgatar boas memórias, lembrar sobre coisas que já fizeram juntos, rirem de fatos engraçados, clarear os momentos difíceis, onde os obstáculos foram superados, ajuda a reaproximar os parceiros e a assegurar o quanto vale a pena manter a conjugalidade. Sonhar o sonho do outro também é uma maneira de estar em conexão e de demonstrar empatia.

Manter um pé na segurança, e outro em metas futuras, aproxima o casal, permite que pequenos desafios sejam atendidos e saboreados ao longo do tempo. Oxigena a relação, estimula o companheirismo e a parceria.

Fazer o que gostam juntos é um excelente tempero para a relação a dois. É o momento especial para investirem na curiosidade, no amor e nas coisas que dão prazer e colorido a vida. Levar a vida de uma forma mais descontraída reduz o estresse e deixa a rotina mais leve.

Aproveitem para sair com boas companhias, introduzam novos diálogos, aliviem a tensão, sorriam com descontração. Um jantar entre amigos remexe o cotidiano, estimula a intercomunicação, desperta a admiração pela vida. O que não pode acontecer é exagerar nas expectativas, concentrar as necessidades na atenção exclusiva do parceiro. O momento é para relaxar e curtir o “papo”.

Não deixe de elogiar as atitudes admiráveis de seu parceiro, assim como, as conquistas pessoais e as conjuntas. Isso fortalece os elos da relação.

Evite o famoso “eu já sabia”. Conselhos e críticas devem ser oferecidos com parcimônia. Ninguém gosta de ser criticado o tempo todo. Parece que nunca acerta!

Sempre que possível desfrutem de uma vida ativa e saudável. Boas caminhadas, um passeio, ou uma viagem relaxante devolve ao casal a sintonia que, às vezes, sofre interferência dos problemas do cotidiano.

Evite cobranças exageradas, pondere o que o outro pode lhe dar e não foque no que faltou o tempo todo. Atitudes egoístas evocam o mal-estar e incitam animosidades. Quando a relação fica estagnada e esmagada pelo humor tirânico, a tendência do casal é de se afastar ou de brigar por picuinhas.

Procure lembrar o que lhe atraiu em seu parceiro. Quais características dele fizeram com que você o escolhesse como um bom companheiro e por que vale a pena confiar nele. Mexer no celular, invadir o email, requerer a senha das mídias sociais do seu par é uma maneira de deixar claro que você não confia nele ou que você sofre de um ciúme desmedido.

Atitudes simples e leves no dia a dia ajudam a nutrir o casamento ou a parceria, além de propiciar uma vida emocionalmente mais saudável.

Proteja sua relação afetiva do mesmo modo que você protege suas senhas pessoais. Cuide dela e sempre que possível use um antivírus potente, o respeito, a empatia e o amor!

 

 

* Terapeuta Familiar - Casal - Individual, ênfase na relação mãe-bebê. Especialista-Mestre-Doutora-Pós-Doutora pela UNIFESP, Fellow Universidade Pittsburgh - USA. Site: www.terapeutadebebes.com.br