Boate clandestina é fechada por exploração sexual no bairro Morumbi, em Atibaia
Um estabelecimento que funcionava como boate no bairro Morumbi, em Atibaia, no interior paulista, foi fechado no último final de semana depois que uma fiscalização revelou um esquema muito mais grave do que aparentava por fora.
A ação reuniu equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Guarda Civil Municipal e da Vigilância Sanitária, que percorriam diversos pontos comerciais da cidade em busca de irregularidades. O local havia sido notificado e fechado administrativamente em ocasião anterior, por falta de licença de funcionamento — mas driblou a proibição e retomou as atividades normalmente, até ser flagrado de novo.
Dentro do imóvel, os fiscais encontraram mulheres que se identificaram como profissionais do sexo. Elas contaram às autoridades que pagavam pelo uso dos quartos do próprio local para atender clientes: R$ 100 por meia hora e R$ 200 pela hora completa. Ou seja, o espaço que se apresentava como casa noturna funcionava, na prática, como uma estrutura de apoio à exploração da prostituição.
O responsável pelo local foi identificado durante a diligência e alegou às autoridades que apenas administrava o bar e os quartos, usados — segundo ele — como uma espécie de pousada. Essa versão, porém, não convenceu os investigadores diante do relato das mulheres e das evidências reunidas no local.
Durante a vistoria, os agentes também encontraram alimentos vencidos e impróprios para consumo, o que motivou a Vigilância Sanitária a autuar o estabelecimento por infração à relação de consumo.
Todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia, onde ficou caracterizado um esquema de manutenção de casa destinada à exploração sexual, com lucro obtido a partir da prostituição de terceiros. O responsável acabou preso em flagrante e encaminhado a uma unidade prisional da região, onde segue à disposição da Justiça.
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