Sábado, 28 Maio 2022

MINISTÉRIO DA SAÚDE ALERTA SUL E SUDESTE SOBRE FEBRE AMARELA

MINISTÉRIO DA SAÚDE ALERTA SUL E SUDESTE SOBRE FEBRE AMARELA

Com a chegada do verão, período de maior ocorrência de
doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela, o Ministério da Saúde
alerta a população para tomar a vacina contra a doença. O recado é focado
principalmente para a população que mora nas regiões Sul e Sudeste do país
devido à confirmação de 38 mortes de macacos (epizootia) nos estados do Paraná
(34), São Paulo (3) e Santa Catarina (1). No total, 1.087 notificações de
mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do último
boletim epidemiológico publicado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da
Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro
deste ano. O alerta se dá porque as regiões possuem grande contingente
populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente
para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove
meses de vida e 59 anos de idade que não tenham comprovação de vacinação. Em
2020, as crianças passaram a ter um reforço aos quatro anos de idade. O
secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Julio
Croda, destaca que todas as pessoas da faixa etária devem buscar os serviços de
saúde para se vacinarem. “Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a
febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode
picar qualquer pessoa”, afirmou.

 

Em relação aos casos em humanos, no mesmo período, 327 casos
suspeitos de febre amarela foram notificados, destes, 50 permanecem em
investigação e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, veio à
óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou
seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e florestas. Os últimos
casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram
registrados em 1942, no Acre.

O vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo
silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. O
Ministério da Saúde realiza a vigilância de epizootias desde 1999 com objetivo
de verificar e antecipar a ocorrência da doença. Assim é possível fazer a
intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das
pessoas e também evitar a urbanização da doença, ou seja, a transmissão por
mosquitos urbanos, por meio do controle de vetores nas cidades. O macaco,
principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela,
indicando se o vírus está presente em determinada região.

MUDANÇA NO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO 2020
A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário
Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Em 2019, mais de
16 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas para
todo o país. Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população
pela vacinação. Para 2020, a pasta adquiriu 71 milhões de doses da vacina,
suficiente para atender o país por mais de três anos.

Em 2020, o Ministério da Saúde vai ampliar, gradativamente,
a vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste
que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma,
todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos
serviços.

Outra mudança no calendário foi que as crianças passaram a
ter um reforço da vacina aos quatro anos de idade. A decisão ocorreu porque
estudos científicos recentes demonstraram uma diminuição na resposta
imunológica da criança que é vacinada muito cedo, aos 9 meses, como previa o
Calendário Nacional de Vacinação da criança. Desde 2017, o Ministério da Saúde
seguia as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de ofertar apenas
uma dose da vacina de febre amarela durante toda a vida.

Por Jéssica Cerilo, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3880 / 3853

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Domingo, 29 Mai 2022

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