Quarta, 17 Ago 2022

Como fica a aprendizagem durante a pandemia?

Cristiane Fernandes Esteves Saraguci*

A pandemia do Coronavírus impactou milhões de estudantes ao redor do mundo. O cenário nas escolas e universidades é de uma disrupção sem precedentes. No entanto, mesmo diante deste cenário, hoje, temos a tecnologia a nosso favor, que possibilita o aprendizado de forma remota, o que não acontecia no passado.

Vivemos um momento de incertezas, portanto é essencial a parceria entre escolas e famílias para que a aprendizagem continue, mesmo com aulas em formato remoto. Aliás, a parceria, sempre foi um fator fundamental para o sucesso da criança e do adolescente no processo de ensino aprendizagem, porém agora, ela passou a ser imprescindível.

Neste contexto, temos de um lado a escola, que precisa considerar a realidade que cada criança e jovem vive fora do ambiente escolar, traçando objetivos claros e ações que atendam às necessidades de cada grupo, garantindo o direito de acesso à aprendizagem para todos os alunos. E do outro lado, temos as famílias, que precisam se aproximar da escola e acompanhar de perto a aprendizagem dos filhos.

É um processo desgastante para ambos os lados. Porém, apesar dos obstáculos, no fim das contas, todos têm o mesmo objetivo, buscar o melhor ensino para as crianças e jovens, e para isso é importante o respeito, a transparência nos relacionamentos e a colaboração.

A nível de consultório, observamos que, desta proximidade com a aprendizagem dos filhos, algumas famílias, perceberam dificuldades de aprendizagem que antes passavam despercebidas, fazendo com que buscassem ajuda de profissionais especializados em aprendizagem, como Psicopedagogas, Neuropsicopedagogas e Neuropsicólogas.

Esse é um ponto importante e vale um alerta, porque, infelizmente, ainda temos muitos pais que não buscam ajuda profissional quando o filho apresenta alguma dificuldade de aprendizagem. É preciso tomar cuidado com os julgamentos feitos quando a criança apresenta baixo desempenho escolar, dificuldades ou mal comportamento. É muito comum, diria até corriqueiro, ouvir de pais, e até de professores, que uma criança é "preguiçosa", "bagunceira" e/ou "desinteressada", sem que haja uma investigação do "motivo" que desencadeia tais comportamentos ou condição.

As famílias devem ficar atentas a relação que os filhos possuem com o processo de ensino aprendizagem, levando em consideração que somos seres únicos, que aprendemos de formas diferentes, por isso existem formas diferentes de ensinar.

Uma coisa é certa, a importância, principalmente no contexto que vivemos atualmente, de uma preocupação com a saúde mental de nossas crianças e adolescentes, e isso inclui, também, uma aprendizagem saudável. É preciso motivação para aprender! E quando tudo isso passar, muitos serão os aprendizados que a pandemia irá nos deixar, rendendo boas reflexões para praticarmos com nossos alunos e filhos.

*A autora é Neuropsicopedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional, Pedagoga especialista em Administração Escolar, Coach Pessoal, Profissional e Líder Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Analista Comportamental Disc pela Gestor Performance. Possui experiência de mais de 20 anos na área, atuando no âmbito escolar e clínico, como também no mundo business como Coach, palestrante e desenvolvendo pessoas. Contatos: E-mail: crissaraguci@hotmail.com; Instagram: @neuropsicocristianesaraguci; Facebook: @conexãodoaprender e Blog: https://conexaodoaprender.home.blog/

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