Quarta, 25 Mar 2026

O ACÚMULO SILENCIOSO DE RESSENTIMENTOS

Poucos relacionamentos terminam por um grande motivo. Na verdade, eles vão se desgastando por pequenas dores não elaboradas, gerando ressentimentos, oriundos de:

* pedidos não ouvidos

* críticas constantes

* falta de reconhecimento

* sensação de solidão dentro da relação e outros.

O problema do ressentimento é que ele não chega gritando. Ele chega em forma de distanciamento.

Quando o casal percebe, já não conversa com a mesma abertura, já não compartilha com a mesma espontaneidade, já não se procura da mesma forma. Não é a ausência de amor. É o excesso de feridas sem reparação.

Intimidade emocional: o que sustenta o desejo

Existe um mito de que o desejo acaba com o tempo. O que acaba não é o desejo. É a falta de conexão emocional.

O desejo não nasce necessariamente do toque. Ele nasce da sensação de vínculo e de pertencimento.

Casais que se sentem admirados, respeitados e acolhidos, mantêm a vida íntima mais viva. Pois a intimidade física é reflexo da intimidade emocional.

O desafio de olhar para si dentro da relação

A conjugalidade madura exige um movimento difícil: parar de olhar apenas para o comportamento do outro e começar a olhar para si.

Perguntas que transformam relações e que você pode refletir na sua relação com seu parceiro:

* Por que isso me afeta tanto?

* Que história minha é ativada aqui?

* O que eu espero receber que nunca nomeei?

Relacionamentos não são apenas encontros afetivos. São espaços de revelação emocional. Eles mostram nossas faltas, nossas inseguranças e nossas necessidades mais profundas. E isso não é um problema. Na real, é a possibilidade de crescimento.

Crises conjugais: fim ou transição?

Toda relação longa passa por crises. A diferença entre casais que se separam e casais que amadurecem não está na ausência de conflitos. Está na forma como atravessam esses momentos.

Crises podem ser convites para reorganizar papéis, reconstruir combinados e reaprender a amar o outro real.

O problema é quando a crise vira campo de batalha e não espaço de transformação.

O problema é quando se abre um campo de batalha para medir quem está certo e quem está errado, não havendo espaço para bons acordos.

Que tal falar a semana que vem sobre amar na real e não sob o aspecto do ideal?

* Terapeuta Familiar - Casal - Individual, ênfase na relação mãe-bebê. Especialista-Mestre-Doutora-Pós-Doutora pela UNIFESP, Fellow Universidade Pittsburgh - USA. Site: www.terapeutadebebes.com.br. Instagram: @terapeutadebebes_familia

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