AMAR UM REAL, NÃO UM IDEAL
A conjugalidade possível começa quando o casal aceita uma verdade simples e profunda: o amor não é o que sentimos pelo outro. É o que construímos com o outro.
Amar alguém não é encontrar quem supre tudo. É escolher, repetidamente, construir um espaço onde dois possam existir de maneira verdadeira e autentica.
Sem máscaras.
Sem idealizações.
Sem exigência de perfeição.
Conjugalidade é vínculo em movimento
Relacionamentos não são estáticos. Eles pedem atualização.
O casal que não conversa sobre as fases da vida, as mudanças internas e as novas necessidades, começa a viver com uma versão antiga um do outro. Sem atualização! Passa a viver com ideias antigas um do outro e sem novos significados conjugais.
E acredite, tudo isso gera desconexão. Porque a pessoa que está ao nosso lado hoje não é a mesma de anos atrás. E a conjugalidade saudável é aquela que permite que o amor acompanhe essas transformações.
O encontro possível
A relação madura não é aquela sem frustrações. É aquela em que existe espaço para dizer: "isso me doeu"; "eu preciso de você"; "vamos tentar de novo".
O que sustenta um casal não é a compatibilidade total, a ausência de conflito ou o romance constante.
O que sustenta e dá a verdadeira ancoragem é a capacidade de reparação. A capacidade de voltar, de reconstruir, de escolher permanecer com consciência.
Para além do amor: a decisão diária
Existe um ponto da conjugalidade em que amar deixa de ser apenas sentimento e passa a ser decisão.
Decisão de ouvir mesmo sem vontade, de falar com respeito mesmo com raiva, de cuidar do vínculo mesmo na rotina e de não desistir na primeira frustração.
Relações duradouras não são feitas de momentos intensos. São feitas de pequenas escolhas consistentes.
A beleza do imperfeito
A conjugalidade possível não é perfeita.
Ela tem dias de silêncio, falhas de comunicação, desencontros, cansaço, mas ela também tem bons recomeços, aprendizados, acolhimento, parceria real e desejo verdadeiro de seguir juntos a mesma jornada.
E isso é muito mais profundo do que o ideal romântico que nos ensinaram. Pois, não se trata de encontrar a pessoa certa (idealizada). Se trata de construir, juntos, um vínculo verdadeiro.
* Terapeuta Familiar - Casal - Individual, ênfase na relação mãe-bebê. Especialista-Mestre-Doutora-Pós-Doutora pela UNIFESP, Fellow Universidade Pittsburgh - USA. Site: www.terapeutadebebes.com.br. Instagram: @terapeutadebebes_familia
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