Segunda, 16 Mar 2026

O PESO DAS EXPECTATIVAS INVISÍVEIS

Poucos casais falam abertamente sobre o que esperam um do outro. Mas essas expectativas existem.

Esperamos que o outro:

* supra necessidades emocionais que são antigas

* tenha uma linguagem de amor igual à nossa

* reaja como nossa família reagiria

* compreenda sem que precisemos dizer

Quando isso não acontece, surge a dor. A dor de "Eu faço tudo por você e você não faz o mesmo por mim".

Por trás dessa frase existe algo mais profundo: "Eu amo do jeito que aprendi a ser amado e preciso que você reconheça isso".

Um dos maiores desafios da conjugalidade é entender que o outro não frustra porque quer. Ele frustra porque é diferente, porque foi criado de maneira diferente, porque experienciou uma história diferente e até talvez, porque viveu em um mundo familiar diferente.

Comunicação: o problema não é falar, é sentir-se visto

A maioria dos casais diz que o principal problema é a comunicação. Mas, na prática, o que dói não é a falta de diálogo. É a sensação de não ser compreendido emocionalmente. Não ser validado em seus sentimentos e suas ideias.

Muitas vezes a conversa acontece, mas sem encontro. Um fala para se defender. O outro escuta para contra-atacar. E ninguém se sente acolhido.

A comunicação que fortalece o vínculo não é aquela que resolve o problema. É aquela que faz o outro sentir o verdadeiro "eu importo para você".

Conjugalidade após os filhos: quando o casal vira função

A chegada dos filhos é uma das transições mais profundas na vida conjugal. Não porque o amor diminui. Mas porque a energia muda de lugar.

O casal deixa de ser centro e passa a funcionar como equipe.

Surge então a tão inesperada rotina operacional:

* quem busca

* quem leva

* quem dá banho

* quem trabalha

* quem resolve

* outros

E, aos poucos, a relação vai sendo atravessada pelo cansaço. Não sobra espaço para o encontro amoroso, para as saidinhas de final de semana e até o degustar de uma bebida interessante.

E então surge uma queixa muito comum: "Viramos só pai e mãe".

Mas a conjugalidade não acaba por causa dos filhos. Isso é um preconceito ou até uma frase de impacto para mascarar a realidade. Ela se enfraquece quando o vínculo deixa de ser nutrido e a travessia marital entra em crise.

Será que existe uma maneira de lidar com isso?

Vamos acompanhar a próxima edição do nosso Jornal Atibaia Hoje!

* Terapeuta Familiar - Casal - Individual, ênfase na relação mãe-bebê. Especialista-Mestre-Doutora-Pós-Doutora pela UNIFESP, Fellow Universidade Pittsburgh - USA. Site: www.terapeutadebebes.com.br. Instagram: @terapeutadebebes_familia

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Terça, 17 Março 2026

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