O PESO DAS EXPECTATIVAS INVISÍVEIS
Poucos casais falam abertamente sobre o que esperam um do outro. Mas essas expectativas existem.
Esperamos que o outro:
* supra necessidades emocionais que são antigas
* tenha uma linguagem de amor igual à nossa
* reaja como nossa família reagiria
* compreenda sem que precisemos dizer
Quando isso não acontece, surge a dor. A dor de "Eu faço tudo por você e você não faz o mesmo por mim".
Por trás dessa frase existe algo mais profundo: "Eu amo do jeito que aprendi a ser amado e preciso que você reconheça isso".
Um dos maiores desafios da conjugalidade é entender que o outro não frustra porque quer. Ele frustra porque é diferente, porque foi criado de maneira diferente, porque experienciou uma história diferente e até talvez, porque viveu em um mundo familiar diferente.
Comunicação: o problema não é falar, é sentir-se visto
A maioria dos casais diz que o principal problema é a comunicação. Mas, na prática, o que dói não é a falta de diálogo. É a sensação de não ser compreendido emocionalmente. Não ser validado em seus sentimentos e suas ideias.
Muitas vezes a conversa acontece, mas sem encontro. Um fala para se defender. O outro escuta para contra-atacar. E ninguém se sente acolhido.
A comunicação que fortalece o vínculo não é aquela que resolve o problema. É aquela que faz o outro sentir o verdadeiro "eu importo para você".
Conjugalidade após os filhos: quando o casal vira função
A chegada dos filhos é uma das transições mais profundas na vida conjugal. Não porque o amor diminui. Mas porque a energia muda de lugar.
O casal deixa de ser centro e passa a funcionar como equipe.
Surge então a tão inesperada rotina operacional:
* quem busca
* quem leva
* quem dá banho
* quem trabalha
* quem resolve
* outros
E, aos poucos, a relação vai sendo atravessada pelo cansaço. Não sobra espaço para o encontro amoroso, para as saidinhas de final de semana e até o degustar de uma bebida interessante.
E então surge uma queixa muito comum: "Viramos só pai e mãe".
Mas a conjugalidade não acaba por causa dos filhos. Isso é um preconceito ou até uma frase de impacto para mascarar a realidade. Ela se enfraquece quando o vínculo deixa de ser nutrido e a travessia marital entra em crise.
Será que existe uma maneira de lidar com isso?
Vamos acompanhar a próxima edição do nosso Jornal Atibaia Hoje!
* Terapeuta Familiar - Casal - Individual, ênfase na relação mãe-bebê. Especialista-Mestre-Doutora-Pós-Doutora pela UNIFESP, Fellow Universidade Pittsburgh - USA. Site: www.terapeutadebebes.com.br. Instagram: @terapeutadebebes_familia
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