“Trapaiada geral!”
Ando mais atrapalhado que o Trump. Aliás, o que eu iria escrever mesmo é que ando mais atrapalhado que o Lula. O Lula, sim, o Lula. # Preferi falar do trampo.
O Lula sempre foi meio atrapalhado, é brasileiro como eu, como você, como nós todos brasileiros de todos os lados, esquerdo, direito, meio lado de lá, meio lado de cá, a gente nunca sabe em que lado está, concorda?
O fato é que sempre tem alguma coisa na escuridão da noite ou do clarão do dia e assim a gente vai vivendo sem saber se é noite ou se é dia ou se nem é dia e nem noite. Afinal - o que é uma noite a mais uma noite a menos - se a gente tem o dia inteiro para dormir e até o vice-versa, pois tem muito nego que trabalha de noite para dormir de dia e tem nego que trabalha de dia para dormir de noite.
E mais: tem até gente que não dorme. Eu falo daquela gente que passa a vida dependendo do governo. Dependendo do Lula ou de tudo aquilo que já foi e, quem sabe, de tudo que virá.
" E o que vem agora? "
Sim! O que virá depois do Lula, você sabe? E o que o Lula vai fazer depois da gente? Pelo que eu conheço da história do companheiro Lula, ele era mais um lutador que um trabalhador. Lutador, no caso, como os caras que ficam nos sindicatos lutando pelos companheiros que ficam no trabalho, eu falo trabalho mesmo, e não os chamados "executivos".
Tem os executivos, não têm? Sim, tem os executivos? Então, os executivos são os que trabalham dizendo que estão executando.
Não me pergunte o que eles estão executando, pois eu não sou executivo de execução, sou, e sempre fui, executivo do trabalho mesmo.
" Até já fui "
Entre outras coisas fui funcionário público. Sim, fui. Sei lá quando concorri em um desses concursos públicos, sim, passei a ser "Servidor Público!". Servidor público, você sabe, é a pessoa, homem ou mulher que presta serviços para o Estado. Serviço remunerado, claro.
Muitos, por sinal, além do "claro" que eu escrevi, ganham um "muito claro!", claro, porque certamente prestaram algum concurso ou coisa que o valha. Se é que valha alguma coisa.
Tem funcionário público em todas as ordens, em todos os estágios do governo e por aí vai. O Estado, ou seja, o Governo, é o patrão. E o funcionário, claro, presta o tal serviço público.
" Brincando "
A gente brinca, mas, falando sério, essa gente trabalha pra encrenca. Muito trabalho. Tocam todas as ordens e decisões públicas, em todos os setores. Desde a limpeza pública até o atendimento aos pobres e adoentados. Estão ali para nos ajudar. Para nos ensinar, como é o caso dos professores. Para lutar junto com a gente para que a vida se torne mais fácil.
O que não é nada fácil, por sinal
Essa gente, eu falo dos agentes - funcionários públicos - atende um monte de gente e tem um monte de gente reclamando que ainda não foi atendido. Quem está com problemas, com algum tipo de doença ou coisa assim, sabe o quanto é difícil essa atenção.
E quem está pronto para dar atenção a tanta gente que precisa dessa atenção, também já não aguenta mais viver essa vida que não para. Atende aqui - responde ali - se compromete aqui - promete ali e o tempo vai passando, nem sempre quem está doente melhora e nem sempre quem espera sempre alcança, como diz o provérbio.
" Passa - passando "
E a vida vai passando e passando, quando a gente sente, a vida até já passou. Passou e o vento levou, como diz o filme. De repente a gente para - para pensar - e fica apavorado pensando: "o que me falta pensar na vida? Quanto tempo eu ainda vou ter para pensar, para fazer, para brincar, para estudar, para fazer, para criar - e para que mais? - quanto tempo?".
Sei lá quanto tempo eu demorei para escrever esta história que é de todos nós. Será que eu perdi esse tempo? Será que esse tempo foi bom para alguém?
Será que será o quê? O que será que será - como diz a letra da música O pensamento da gente, o tempo da gente, a gente nesse tempo todo.
Sim, eu pergunto a você, meu caro amigo e leitor: quanto tempo a gente ainda tem? O que é que a gente pode fazer nesse tempo que falta? E o que falta para esse tempo passar?
Não sei, não sabe ninguém, como diz a letra da canção que eu gosto tanto. Não sei, não sabe ninguém.
" Um abração!!! "
Eu gostaria - acredite - de dar um abração em você, meu caro leitor. Abração bem apertado. O diabo é que eu não sei quem é você, onde você está, em que você está pensando.
Enfim, querendo ainda falar muito, percebo que meu espaço no jornal já está se acabando. Fica um monte de perguntas no ar.
Aproveito e coloco também um abraço. Dois abraços.
É nóis!
É nóis enquanto a fita está no ar e enquanto não chove o chuvão que estou vendo aqui pela janela.
Pegue os abraços antes que a chuva chegue. Até pra semana, tá?
Veja mais notícias sobre Edgard de Oliveira Barros.
Comentários: